terça-feira, 20 de novembro de 2007

TRATADO UTÓPICO SOBRE A VACUIDADE DO ÓCIO
*Celso José Cirillo - 1º período

A minha filha fica estirada no tapete brincando com seu lápis de cor e, sem perceber, vai colorindo minha vida. Eu, poeta indolente, escrevo sobre a vacuidade do ócio em tempos de calmaria e suas implicações na nova ordem mundial.
Juro que não sabia do menino que ressuscitou o domingo após a fulminante parada cardíada ocasionada pela derrota do Flamengo. Só soube da menina que matou, tragicamente, a aula de literatura por alguns beijos do novo namorado.
Neste novo contexto, está claro que há mais versos entre o ócio e o factível do que possa imaginar a nossa vã poesia. Contudo, como senhor supremo de mim mesmo, outogor-me o direito de decretar um feriado universal em homenagem ao sorriso da mulher que amo.

Um comentário:

Diadorim disse...

Nos versos perdidos entre o ócio e o factível, ficaram somente as lembranças, quase como as letras esmaecidas pelo tempo...