O dia amanheceu sombrio, frio e depressivo. E só ela o entendia, pois aquilo vivia dentro dela, constantemente. Já se acostumara à terrível dor de ser ela mesma, e desse “ser” não carregar nada consigo. Era simplesmente ela, nua e crua. E nada podia carregar, nem um amor, nem um sentimento, nem uma palavra. Vivia num mundo só dela, onde só entrava quem ela queria ou deixava mas... vez ou outra ela se enganava e às pessoas erradas dava a chave do seu coração, o passaporte para o seu mundo.Era nessas horas que se instalava a balburdia.As pessoas erradas tomavam o controle, faziam palhaçada com o coração da garota e confusão na sua cabeça;Queriam convencê-la à ir pra outro mundo, pra fora do seu... e ela então, nesta hora já em completa alucinação, saía da paz quase morta (mórbida?) do seu mundo para arriscar-se, avançar sobre o desconhecido.Logo adiante se arrependeria, ela sabia disso, mas não podia mais voltar ao seu mundo...fora picada pelo bichinho da loucura.Pra sempre.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Por mim
*Gabriela Aráujo - 4º período de psicologia da UNIUBE
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