quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Aprendizado da Rosa

*Pr. Giovanni de Paula Oliveira



Pessoas costumam saber desde a infância que a Terra é redonda, mas poucas conseguem sentir como os pensamentos são redondos. Tanto a Terra quanto os pensamentos são como o útero. O útero é redondo. O útero cria. O pensamento cria. A Terra cria. O útero aquece.
O útero aquece.
Percebo o útero como um cão percebe a rosa. A rosa vem do útero: o botão uterino abre-se, enchendo de beleza os prados. O homem não sabe do útero, mas este existe e está em todos os lugares. A visão que tenho do vaso solto sobre a estante faz-me lembrar do útero. Há um útero sobre minha cabeça agora. E o útero também poderá ser quadrado, depende isto da atitude de quem o sente como um útero. As máquinas também vêm do útero, nascem do pretexto de se criarem e isso ocorre a partir de um mesmo útero. O útero vê coisas.
O útero vê.
O útero sabe que há histórias que começam com dias vividos, e que outras começam com duas pessoas. Mas esta história que escrevo talvez comece com o útero somente, pois o útero é só, está sozinho no tempo, são as pessoas que o procuram. A cerâmica é queimada no útero, quente e incandescente útero de milagres que cercam a humanidade por séculos antes do primeiro útero, se é que existiu o primeiro útero. É que existir algo antes do útero é incerto. Nem o ovo. O ovo veio do útero. As palavras ditas por todos nós atravessaram o ovo, mas na verdade vieram do útero.
O útero é como vidro. Nele as coisas se quebram para depois se juntarem novamente, formando outras coisas. O vidro existe para sustentar o útero. O útero é como o ovo, só que um pouco mais completo, pois no útero há o tudo. Tudo que é. Simplesmente é, e não há explicações para isso.
Encontro-me de repente com os lugares que me têm. Tal encontro é sempre trazido por alguma (plena) sinceridade, cheio de misteriosos martírios, repletos de elementos trazidos por mim agora, porém é como se fossem de quando eu não existia. E o útero está presente, sempre. Água vinda de atitudes sensíveis, que sensibilizam meu coração cada vez que escrevo para meu interior, o mim mesmo, desfiando a alma como uma rosa desfia o tempo de si mesma, enquanto ainda concentra sua força dentro do útero. A rosa também existe para mim.
Agora vejo o útero por um outro ângulo e consigo percebê-lo como o útero, regato das águas cristalinas que leva a vida até cada grão de areia, a fonte da sabedoria terrena. Todavia essa líquida e profunda fonte consegue levar ruína aos sem-impressão, pois não foram capazes de perceber a volatilidade do útero. Eles percebem o ovo, mas não chega. O ovo é incompleto. O ovo cria, não tem, entretanto, a impressão; ele é branco. O útero não possui cor nenhuma, ele pode abrigar todas as cores ao mesmo tempo.
Sinto um oco no interior do peito cheio de receio e logo percebo que é a presença do interior do útero em meu interior. De repente sinto - e isto é correto sentir - também o amor pelo começo. O começo de quê? Não sei ainda, só sei que é o começo. Talvez seja o começo da vida que eu gostaria de ter. Não sei que começo é este. Clarice dedicou ao ovo o começo. O que sei é que o útero existe e é isso o que importa. O útero me vê e não o velo com meus olhos, pois não o vejo. Velo o útero com meu corpo. Ele possui a permissão de me ver. O útero pode ver o que lhe convier. Os outros é que não conseguem ver o útero como ele é, porque ele muda a cada momento. Acabo de dizer isso e o útero já mudou mais de cem vezes. Não se sabe como o útero é na realidade porque a realidade não existe na realidade. A realidade é apenas um reflexo, uma aparência de algo já incerto. Por isso, ver a realidade é ver o incomprovável.
O ovo se parece com o útero não na aparência, já que o útero não a tem, mas na fonte. E a fonte nasce, renasce, morre e pré-nasce. Devo esforçar-me para não deixar os pensamentos perderem a redondez de suas formas, caso contrário perderei o poder do útero. O útero vem cada vez que o chamo, e daí torno-me a abstração do dia em que fui alguém sem ser. Voltei a ser. O útero come.
O útero come.
O útero alimenta-se de tudo o que pode ser fixo e dificultoso como um instante de prazer. A avenida onde passo todos os dias precisa do útero. O útero é imenso, seu tamanho é indiscutível.
Do útero bebe-se para fazer acontecer, levando nuvens plácidas para aquém das montanhas.
Sinto o útero atrás de mim, mal viro-me e deparo-me com o nada. O útero necessita ocultar-se. Não sou eu, ele o quer. Tento retroceder para obter tudo de novo, mas não sou eu que tem a chance, é o útero que a tem. Ele quer assim.
Paro a escrita e procuro sentir o vento que entra pela janela a balançar meu rosto. Cabelos. A chuva então vem penetrar em meus ouvidos musicalmente (a chuva e os trovões também vêm do interior do útero), o útero é tudo para mim.
Diante de todo o mistério que encanta minha experiência, é o útero que cria minhas desventuras. É ele que ordena que eu pranteie. Tenho mágoas de mim, sou semelhante a mim, não posso ficar sem mim mesmo, e a culpa de eu me sentir assim é do útero. Essa é, talvez, a principal diferença entre o útero e o ovo. O ovo não pode fazer o mal porque não tem personalidade. O útero tem. O útero sabe que às vezes faz o mal, mas não é obrigação dele fazer algo para que isso não aconteça. A função do útero é criar. Criar o eu e o tu. O ovo veio para criar o imparcial, portanto o ovo cria o sem-nome. O ovo cria o que pode ser. O útero, o que é. Eu ainda não sou para mim.
Desvelo a alma cada vez que percebo o útero a rondar meu espaço. É do meu desejo conhecê-lo. Todavia, o útero é intocável. Consigo tocar o útero como toco em meus sonhos, sentindo apenas o vento da tarde invadir-me. Então escrevo. O útero vem até mim. Sinto-o.
Sentir o útero é tocar o céu com o dedo em busca das estrelas e ver a lua se extinguindo em forças de prazer para sugar da Terra a mesma sensação dada pelo útero aos humanos. O útero é a lua do mês de março. Quando conheci o ovo descobri como poderia vir a ser o útero. A Terra é como a fonte do útero.
Quando vi o céu pela primeira vez, conheci o formato provável do útero. Então, aprendi o segredo de mim. O útero passeia em torno de mim enquanto escrevo. Então escrevo mais ainda. Descobri que descobrir a existência do útero é querer escrever por toda a eternidade. Palavras dadas de presente sendo retiradas do centro exato do útero. O útero também destrói.
O útero destrói.
Quando o mundo deixa de perceber a grandeza do útero, a grandeza do espaço evapora o mundo. Mas o útero não sai do mundo onde vive. O mundo é que sai do interior do útero, carregando o pó árduo da humanidade vinda do útero. A música de todo o mundo é composta no útero. Somos todos do útero.
Engano daqueles que pensam que (e esteja certo de que a maioria pensa assim) que o útero criou o masculino e o feminino. Foi o ovo que criou o masculino e o feminino. O que o útero criou foi o masculino-feminino. Absoluto. Mas o útero também cria tristezas.
Embora o útero tenha sempre a melhor das intenções, foi ele quem criou a água bebida pelos apaixonados. Portanto, os amantes são aqueles que bebem a água vinda do útero. É o útero que ordena que as pessoas se apaixonem. Do útero vem o amor. E é por essa razão que o útero gera o Não-Ter. O útero gera o não-ter-esperança. Se soubessem da existência do útero, muitas pessoas o teriam amputado, arrancando de dentro delas o desespero. Por isso a rosa é feliz, porquanto vem do útero e não o possui.
A rosa constrói.
Da rosa vem a felicidade. A felicidade nasce de dentro da rosa que não tem sementes, pois se as tiver, não haverá nascimento. É isso, a felicidade não pode ser criada a partir de sementes. Também não pode ser criada pelo útero ou pelo ovo. A rosa sem sementes é que cria a felicidade. A felicidade é criada a cada instante e o material utilizado para sua criação é a própria visão da rosa. A rosa que é vista através das janelas.
A rosa é, por essa razão, superior ao útero e ao ovo, porque ambos criam aquilo que já está pronto. A rosa não. A rosa não cria nada; é da sua imagem que surge o quase-imperceptível-instante. A rosa faz as pessoas sentirem-se desejosas de si mesmas, mas a felicidade vinda de sua imagem só é percebida por aqueles que forem capazes de se descobrirem, não como seres humanos, mas como si mesmas.
A rosa oferece o que não possui de si. Por isso é que ela é superior ao útero e ao ovo. Da rosa vem a felicidade, não o amor. Da rosa vem a amizade. A amizade é eterna. O amor não. O amor é criação do útero.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

TRATADO UTÓPICO SOBRE A VACUIDADE DO ÓCIO
*Celso José Cirillo - 1º período

A minha filha fica estirada no tapete brincando com seu lápis de cor e, sem perceber, vai colorindo minha vida. Eu, poeta indolente, escrevo sobre a vacuidade do ócio em tempos de calmaria e suas implicações na nova ordem mundial.
Juro que não sabia do menino que ressuscitou o domingo após a fulminante parada cardíada ocasionada pela derrota do Flamengo. Só soube da menina que matou, tragicamente, a aula de literatura por alguns beijos do novo namorado.
Neste novo contexto, está claro que há mais versos entre o ócio e o factível do que possa imaginar a nossa vã poesia. Contudo, como senhor supremo de mim mesmo, outogor-me o direito de decretar um feriado universal em homenagem ao sorriso da mulher que amo.

O Universo em Nós

*
Paulo Henrique dos Santos Oliveira - 4 período de Jornalismo da UNIUBE

E se eu for mais fundo, mais fundo dentro de ti,
Não te importes, é porque tenho uma sede,
Algo incontrolável que me faz sentir, explorar,
Tocar, e pensar, e porquanto estas coisas não
Costumam se misturar, pois uma é a satisfação dos sentidos,
E a outra é o alimento da mente.
Mas sim, eu as tenho, e juntas elas me consomem,
E tendo só a mim, sinto o que já senti antes, penso,
Mas penso em coisas que eu mesmo inventei
E a paixão continua, a pantera luxuriante,
Que se apega à minha alma, até ali não usada,
Mas guardada a sete chaves para uso precioso.
Oh, alma que deveria se resguardar dos palanquetes
Da vida real, pois tu és frágil e submissa, não importa seu portador,
E quando se põe à flor da pele, tudo que recebe é mais intenso,
E os mínimos sons te constroem uma orquestra cujas notas são ambíguas
Pois te ferem e ao mesmo tempo curam, são o veneno e o antídoto!
Antídoto este que ali está mas não se faz presente
Que tu nunca sentes! Quando és de homem comum
Que passa a vida enriquecendo as almas, mas não a sua,
A de outros.
Ah, pois veja, me esqueço!
A prolixidade não me é uma estranha, por muitas vezes,
Eu vi sua luz e dela me aproximo
Leniente, aberto, ou até mesmo ressabiado.
Mas dela minh’alma se aproveita.
E se liberta, engasga àqueles que não a querem ver!
Alma nobre a minha, pois vejo-a mais nos transeuntes
Nos boêmios, nos loucos e naqueles que se entregam ao viver,
Vejo a mim neles, bem mais do que em mim mesmo.
E não perco a mim mesmo, pois aprendo com todos,
Eu guardo as chaves da sabedoria insana
Eu sou, e tu és, e todos somos, um do mesmo, muitos que se juntam,
E que nisto vêem sua mesma essência, que é natural.
Eu sou o arauto dos deuses antigos, que entre nós viveram,
E deixaram-se aqui, um pouco, e ali,
Mais um pouco, e formaram a tudo. Inclusive a ti.
Então compreenda minha sede de ver, de saber, de tocar,
Saiba que eu sei que um dos deuses se encontra em ti, e anseio por vê-lo
Admirá-lo nos ternos momentos caseiros, lidando com coisas que não são seu reino,
Vendo-o achar seus pares em mim, e em todos, e em apenas uma coisa...
O céu, que nos oculta as verdades eternas, para lá olhemos,
Pois eu sou, nós somos, e assim reconhecemos,
Pois é na névoa das galáxias que o nosso futuro se esconde
Onde recôncavos de nada, assim como os amantes,
Refletem seu brilho em nossos olhos cintilantes.

O que Lobato diria?
*
Vivian Zerbinatti da Fonseca Kikuichi - 3º período


“Um país se faz com homens e livros”, certamente, se Monteiro Lobato tivesse conhecido nossa biblioteca, essa frase seria escrita diferente: Um país se faz com homens e livros quando os temos! Estamos vivendo um momento ímpar na história da nossa Universidade, a transformação da antiga Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro em Universidade Federal do Triângulo Mineiro.
A abertura de cursos como Fisioterapia, Nutrição, Terapia Ocupacional e Letras trouxe à Universidade nova vida e novos problemas.
“Bixos” invadiram as salas de aula (espaços improvisados), cheios de expectativas, vontades, desejos, sonhos, mas o dia-a-dia os trouxe de volta à realidade.
O mais engraçado, se é que existe algo engraçado, é o fato de precisarmos lutar contra o comportamento “monopolizante” dos cursos da área da saúde. Com certeza, levará um bom tempo para que essa velha mentalidade de uma educação tradicional, voltada para a área médica, deixe de existir em nossa jovem universidade.
Acho que aquela conhecida frase: “É preciso dar tempo ao tempo” se encaixa com perfeição na atual situação em que vivemos.
Se queremos o sucesso, ele deve acontecer na coletividade; uma relação harmoniosa entre os cursos se constrói progressivamente, novas instalações exigem investimento financeiro e paciência, muita paciência; uma biblioteca do futuro começa com ações no presente!
Então, mãos à obra, e completando a frase de Lobato: Um país se faz com homens, livros e ação!

Sentimental verdade
* Débora de Souza Bonato - 2º período

Sentimentalismo
Sente e mente
Mente o que sente
Sente sua mente!
O ismo...

Verdade
Verde idade
Esperança madura
Espera imatura
Saudade

Sentimental de verdade
Mentir e ver
Metade
Idade mental
Ver (se) da de imortal
...e morre.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mente (in)sana
*Tiago Resende - 2º período

Amoníaco, enxofre, etricnina
Câncer, AIDS, lepra, anemia
Putrefação, escoriação, sangria

Faca corta a mente
Perfura inconciente
O fruto que não pertence

Vômito negro pendente
Putrefação espiritual
Seqüelas - mente

Mente a alma
Mente o corpo
E no fim...

Apenas resta
O desconforto.
Longe de Casa
*Bruna Bernabei - 1º período

Me leva...Jura que me leva pra bem longe...
Para um lugar meio tudo,meio nada...
Um lugarzinho todo nosso,onde terei seus braços e abraços egoístamente para mim...
E quando chegarmos neste lugar,bem no fim do arco-íris...Promete que me ama!
Porém,ama-me baixinho,pois como disse o poeta " A VIDA É BREVE E O AMOR MAIS BREVE AINDA"

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Por mim
*Gabriela Aráujo - 4º período de psicologia da UNIUBE


O dia amanheceu sombrio, frio e depressivo. E só ela o entendia, pois aquilo vivia dentro dela, constantemente. Já se acostumara à terrível dor de ser ela mesma, e desse “ser” não carregar nada consigo. Era simplesmente ela, nua e crua. E nada podia carregar, nem um amor, nem um sentimento, nem uma palavra. Vivia num mundo só dela, onde só entrava quem ela queria ou deixava mas... vez ou outra ela se enganava e às pessoas erradas dava a chave do seu coração, o passaporte para o seu mundo.Era nessas horas que se instalava a balburdia.As pessoas erradas tomavam o controle, faziam palhaçada com o coração da garota e confusão na sua cabeça;Queriam convencê-la à ir pra outro mundo, pra fora do seu... e ela então, nesta hora já em completa alucinação, saía da paz quase morta (mórbida?) do seu mundo para arriscar-se, avançar sobre o desconhecido.Logo adiante se arrependeria, ela sabia disso, mas não podia mais voltar ao seu mundo...fora picada pelo bichinho da loucura.Pra sempre.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Lembrete: Esqueça!
*Debora Carolina de Souza Bonato 2º periodo

Hoje parei pra lembrar, do dia que te conheci. Olhava para você e enxergava algo que ia além daquilo que os meus olhos podiam ver. Era um outro mundo,uma realidade meio fora do real. Ainda me lembro da primeira vez que meus olhos viram os seus, acontecia naquele momento uma sensação que se repete cada vez que o vejo, como se fosse aquela primeira vez. Ainda sinto o cheiro daquele dia. Meus olhos ainda vêem o lugar, ainda escuto a música que tocava, escuto a música em uma outra freqüência, pois ouço a música tocada dentro de mim. Estou neste momento naquele lugar do passado, revendo tudo o que aconteceu. Quando vi o seu sorriso, perdi o chão, parece que tudo de bom que eu havia visto até aquele instante, eram resumidas naquele sorriso, esse mesmo tinha uma pureza que me enche de forças cada vez que lembro dele. Meu mundo era vazio, cheio de incertezas, mas quando vi você, parecia que era uma resposta pras minhas perguntas, era o preenchimento do meu vazio. Quando ouvi sua voz, todos os sons, até aquelas melodias mais doces, se tornaram vazios, porque os sons da sua voz era a mais bela música que meus ouvidos puderam ouvir. Mas nada se compara com aquele abraço... Ainda sinto os seus braços entrelaçando os meus, deixando que os nossos corações pulsassem no mesmo ritmo. Ainda sinto o seu perfume. Ainda sinto suas mãos nas minhas. Ainda vejo você como se fosse aquela primeira vez. Cada vez que meu olhar cruzava com o seu, e aquela realidade tão perto e tão distante de mim, fazia mergulhar num universo de sensações, onde passavam grandes sonhos, naqueles poucos segundos que duravam esses momentos, era uma viagem num território ainda inabitável, ainda inacessível. Ainda me lembro de não ver mais você, de te procurar em cada rosto, de te enchergar em cada canto, ainda me lembro de não lembrar mais nada, de achar tudo estranho. Ainda sinto o que senti da última vez que te abracei, ainda sinto o toque das suas mãos no meu braço, ainda sinto a angústia que senti quando olhei nos seus olhos. Percebi que alguma coisa ia acontecer, senti que alguma coisa acontecia. Ainda vejo o lugar que tudo aconteceu... O mesmo lugar onde tudo começou a acontecer. Ainda consigo me lembrar de tudo o que não consigo esquecer...
Quem é ela?
*Vivian Zerbinatti Da Fonseca Kikuichi - 3º período

Quem é ela?
Que passa com graça na praça
Olhar tão distante, pensante,
Mochila de lado, à pé,
Nas mãos, um punhado de sonho e de fé.

Que é ela?
Sorriso maroto inocente,
Olhar carinhoso, envolvente,
Menina, mulher, cidadã
Na busca de um novo amanhã.

Que é ela?
Nas longas madeixas, beleza,
Na vida trabalho, certeza
Que a luta não vai ser em vão,
Respeito, autonomia, liberdade, democracia,
Princípios de um cidadão.

Quem é ela?
Que crê, luta, defende.
Acredita na transformação,
Conhece os limites e entende...
O caminho é a educação.