quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Coração

*Luiz Ambrósio - 1º período

Ó coração, bem que eu tento
Livrar-te deste desalento
Mas não é tarefa pra uma só vida
O tempo todo esta pulsando
Ora percebo que está só sangrando
A cada mágoa, uma batida

Ó coração, eu sei que sente
Uma tristeza revoltada
Uma distante, lembrança amargurada
Um bate bate descontente

Ó coração vê se me escuta
Desiste logo desta luta
E se entrega de uma vez ao tédio
De que adianta se enganar
Assume logo teu novo lar
Na rua da Saudade, na altura cemitério

3 comentários:

Anônimo disse...

esse gaucho é poeta mesmo!

Anônimo disse...

Belo poema. O amor é assim, esse misterioso não saber de nomes e momentos. Passageiro, ou eterno, depende da concepção.
Será que tudo que já foi dito, foi suficiente?
O fim é sempre um novo recomeço, ou uma outra pessoa que nasce?
Saravá!

Anônimo disse...

Se vocês acham que este é um belo poema, precisam conhecer mais sobre as "obras" deste autor, Luiz Ambrósio!
Ele é realmente um verdadeiro artista.