Todas as nuances são infinitas
Nuances de querer
Mãe, irmã, esposa
De saber
De ter
De ouvir
De ver
De cheirar
De saborear
E dentro
dessa
infinidade
Sou
mais
UMA!
Não é fácil dizer “Eu te Amo”. Mas poucos sabem o seu significado. É uma afirmativa que exprime um sentimento sublime pelo ser em questão. Pode ser o amor fraterno pelos nossos pais, filhos, amigos ou até mesmo um animal em estimação.
Mas quando fitamos os olhos de nossos amores, noivas(os) ou namoradas(os), o que queremos dizer? Qual a intensidade dessas palavras?
Inúmeros casais utilizam o “Eu te Amo” para afirmar um sentimento o qual não se explica, mas que se tem. É uma coisa que vem no âmago de seus seres e que manifesta-se pelo carinho, entrega, dedicação, abnegação, bem-querer e diversos outros sentimentos que só quem ama de verdade pode ou já sentiu.
Quem ama de verdade expressa o Amor de várias maneiras: por palavras, olhar, um toque acidental, um bilhete escrito em um pedaço de guardanapo ou até mesmo por um simples gesto. Isto sim é dizer “Eu Te Amo” com a voz da alma.
Há também o “I Love You”, digamos “genérico”, onde as pessoas crêem amar as outras, mas no fundo isso não passa de uma armadilha da paixão, aquela febre que arrebata os corações incautos, enganando-os como um estelionatário. Ao perceberem o golpe traiçoeiro da paixão, deixam de amar, com se isso fosse possível.
Vale lembrar que a paixão é um sentimento incontrolável, não permite a fusão ou coesão entre as pessoas. Ela é passageira, invade-nos de assalto, faz um grande vendaval dentro de nós e vai embora deixando cicatrizes que somente o tempo há de apagar.
. E o “amor à primeira vista”? Assemelha-se àquele amor de novela. Ele nada mais é do que um disfarce da paixão. Ele surge num instante sem ao menos enxergar alguns defeitos ou virtudes daquela pessoa, sua índole, sua moral, seus valores.
Já aquele “Amor Verdadeiro” é perene, não acaba. Chega a nós devagarzinho, com o tempo, com a convivência e tem como requisito basilar a aceitação de quem somos, como somos, com virtudes e defeitos..
Proferir “I Love You” à outra pessoa nos termos do amor romântico é uma tremenda irresponsabilidade quando não se tem a certeza de que o sentimento é realmente verdadeiro. Enunciar “Eu Te Amo” com a voz da paixão é banalizar, menosprezar e até mesmo implodir o verdadeiro amor.
*Gabriela Aráujo - 4º período de psicologia da UNIUBE
Era noite, era terça feira, o dia mais normal possível. Sem o tédio da segunda feira ou o êxtase da sexta. Mas então uma visita fez que tudo mudasse para a garota. De repente ela se viu como que caindo da montanha russa, ou uma criança arrancada do carrossel. Mas do carrossel ela caiu justamente na barraquinha de doces! E agora, o que ela escolheria, o carrossel ou a barraquinha de doces? Só podia escolher um, só podia viver um.E se viu no meio do caminho...entre a barraquinha e o carrossel só encontrou o “trem fantasma” e resolveu ficar por ali.Viveu o sofrimento do trem fantasma apenas pelo medo de escolher e depois se arrepender.Por escolher o carrossel ficaria sem o prazer dos doces, ao escolher os doces ficaria sem a diversão do carrossel.Ah, e ela era tão pequena!Tão frágil a garota, tão nova e já lhe deram uma decisão tão difícil.Ela não saberia escolher...
Toquei em você e te senti tão perto, já não estava tão distante quanto eu imaginava.
Olhei para você como nunca havia feito antes e te percebi tão forte, tão capaz, apesar da aparência frágil e desprotegida.
Segurei-te em minhas mãos e me senti tão fraca diante da fortaleza de teus olhos, que me olhavam com carinho, com ternura, com gratidão.
Nesse momento minhas mãos tornaram-se frágeis diante da tua grandeza, e descobri porque te chamam de especial...
Especial é o desejo de viver que vejo em teus olhos, é a melodia da esperança que ouço em tua voz.
Especial é a maneira como supera suas limitações e faz brotar as potencialidades que existem em você.
Especial é a forma como encara os desafios da vida!
Hoje já não te olho com pena, com medo, com indiferença. Hoje, não apenas te olho, mas te enxergo em toda sua essência porque assim você me ensinou.
Ensinou-me a enxergar a beleza da alma, a ouvir além do que és capaz de dizer, a entender o significado que teus gestos comprometidos conseguem transmitir.
Com você aprendi que sou responsável não apenas pelo que faço, mas também pelo que deixo de fazer.
Com você aprendi muito mais do que aceitar a diferença, aprendi a respeitá-la e a enxergar a beleza que existe em sermos diferentes!
Especial... Especial é esse sentimento que você me ajudou a descobrir: um amor paciente, benigno, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Um amor que jamais se acaba.
Amor que nos torna tão especiais!
*Pr. Giovanni de Paula Oliveira
O Universo em Nós
*Paulo Henrique dos Santos Oliveira - 4 período de Jornalismo da UNIUBE
E se eu for mais fundo, mais fundo dentro de ti,
Não te importes, é porque tenho uma sede,
Algo incontrolável que me faz sentir, explorar,
Tocar, e pensar, e porquanto estas coisas não
Costumam se misturar, pois uma é a satisfação dos sentidos,
E a outra é o alimento da mente.
Mas sim, eu as tenho, e juntas elas me consomem,
E tendo só a mim, sinto o que já senti antes, penso,
Mas penso em coisas que eu mesmo inventei
E a paixão continua, a pantera luxuriante,
Que se apega à minha alma, até ali não usada,
Mas guardada a sete chaves para uso precioso.
Oh, alma que deveria se resguardar dos palanquetes
Da vida real, pois tu és frágil e submissa, não importa seu portador,
E quando se põe à flor da pele, tudo que recebe é mais intenso,
E os mínimos sons te constroem uma orquestra cujas notas são ambíguas
Pois te ferem e ao mesmo tempo curam, são o veneno e o antídoto!
Antídoto este que ali está mas não se faz presente
Que tu nunca sentes! Quando és de homem comum
Que passa a vida enriquecendo as almas, mas não a sua,
A de outros.
Ah, pois veja, me esqueço!
A prolixidade não me é uma estranha, por muitas vezes,
Eu vi sua luz e dela me aproximo
Leniente, aberto, ou até mesmo ressabiado.
Mas dela minh’alma se aproveita.
E se liberta, engasga àqueles que não a querem ver!
Alma nobre a minha, pois vejo-a mais nos transeuntes
Nos boêmios, nos loucos e naqueles que se entregam ao viver,
Vejo a mim neles, bem mais do que em mim mesmo.
E não perco a mim mesmo, pois aprendo com todos,
Eu guardo as chaves da sabedoria insana
Eu sou, e tu és, e todos somos, um do mesmo, muitos que se juntam,
E que nisto vêem sua mesma essência, que é natural.
Eu sou o arauto dos deuses antigos, que entre nós viveram,
E deixaram-se aqui, um pouco, e ali,
Mais um pouco, e formaram a tudo. Inclusive a ti.
Então compreenda minha sede de ver, de saber, de tocar,
Saiba que eu sei que um dos deuses se encontra em ti, e anseio por vê-lo
Admirá-lo nos ternos momentos caseiros, lidando com coisas que não são seu reino,
Vendo-o achar seus pares em mim, e em todos, e em apenas uma coisa...
O céu, que nos oculta as verdades eternas, para lá olhemos,
Pois eu sou, nós somos, e assim reconhecemos,
Pois é na névoa das galáxias que o nosso futuro se esconde
Onde recôncavos de nada, assim como os amantes,
Refletem seu brilho em nossos olhos cintilantes.
O que Lobato diria?
* Vivian Zerbinatti da Fonseca Kikuichi - 3º período
“Um país se faz com homens e livros”, certamente, se Monteiro Lobato tivesse conhecido nossa biblioteca, essa frase seria escrita diferente: Um país se faz com homens e livros quando os temos! Estamos vivendo um momento ímpar na história da nossa Universidade, a transformação da antiga Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro em Universidade Federal do Triângulo Mineiro.
A abertura de cursos como Fisioterapia, Nutrição, Terapia Ocupacional e Letras trouxe à Universidade nova vida e novos problemas.
“Bixos” invadiram as salas de aula (espaços improvisados), cheios de expectativas, vontades, desejos, sonhos, mas o dia-a-dia os trouxe de volta à realidade.
O mais engraçado, se é que existe algo engraçado, é o fato de precisarmos lutar contra o comportamento “monopolizante” dos cursos da área da saúde. Com certeza, levará um bom tempo para que essa velha mentalidade de uma educação tradicional, voltada para a área médica, deixe de existir em nossa jovem universidade.
Acho que aquela conhecida frase: “É preciso dar tempo ao tempo” se encaixa com perfeição na atual situação em que vivemos.
Se queremos o sucesso, ele deve acontecer na coletividade; uma relação harmoniosa entre os cursos se constrói progressivamente, novas instalações exigem investimento financeiro e paciência, muita paciência; uma biblioteca do futuro começa com ações no presente!
Então, mãos à obra, e completando a frase de Lobato: Um país se faz com homens, livros e ação!
O dia amanheceu sombrio, frio e depressivo. E só ela o entendia, pois aquilo vivia dentro dela, constantemente. Já se acostumara à terrível dor de ser ela mesma, e desse “ser” não carregar nada consigo. Era simplesmente ela, nua e crua. E nada podia carregar, nem um amor, nem um sentimento, nem uma palavra. Vivia num mundo só dela, onde só entrava quem ela queria ou deixava mas... vez ou outra ela se enganava e às pessoas erradas dava a chave do seu coração, o passaporte para o seu mundo.Era nessas horas que se instalava a balburdia.As pessoas erradas tomavam o controle, faziam palhaçada com o coração da garota e confusão na sua cabeça;Queriam convencê-la à ir pra outro mundo, pra fora do seu... e ela então, nesta hora já em completa alucinação, saía da paz quase morta (mórbida?) do seu mundo para arriscar-se, avançar sobre o desconhecido.Logo adiante se arrependeria, ela sabia disso, mas não podia mais voltar ao seu mundo...fora picada pelo bichinho da loucura.Pra sempre.
Sem definição
*Marília Martins Ferreira - 3º período
Ouço as palavras gritarem meu nome. Um nome qualquer que não é o meu de certidão ou de batismo. Grito calmo. Grito forte. Ruído alto que sussurra ao pé do ouvido pedindo socorro. O mundo do ainda – não – dito as incomoda assim como incomoda-me o mundo do não-escrito, não-falado, não-feito.
Ainda as estou escutando gritar e esse som esta me ensurdecendo. Não consigo saber o que elas querem, mas deixo que elas me usem. Usem e depois me devolvam ao mundo do ensurdecimento.
Não quero ser surda!Vou fazer um coral com as moradoras do dicionário. Enquanto elas gritam suas definições frias e calculadas eu grito a minha definição.
Como me defino? Como palavra. Aquela que grita pedindo socorro. O mundo sem definição e as coisas cheias de sentidos sem sentidos me incomoda. Incomoda-me ser palavra.
Parei de gritar. Não posso mais porque ainda não achei uma definição. Fria e calculada? Não. Quente e calada. Parei de gritar porque estou escutando o grito das palavras. Acho que elas querem me ensurdecer.
*Vanessa Cristina da Fonseca - I período
O meu coração chora e ri, nem mesmo sei o que quero,
Achei que a felicidade havia chegado aqui, mas ainda espero...
Quando uma porta se fecha, outra se abre?
Será que destino é algo traçado e certeiro?
O coração insiste em bater, insiste em sofrer, insiste em sorrir!
Melhor viver de poucas alegrias em meu mundo pequeno,
Melhor dormir sob o luar e abraçar o travesseiro.
Estava tudo certo, na desordem do meu dia-a-dia
Cada coisa tinha seu lugar, apenas sonhar não podia,
Mas sonho é ilusão, é falsidade, é fantasia...
Sinceramente são coisas de não necessito
Eternamente ficarei aqui na cama fria e vazia
Mas com todas as coisas em seu lugar
E com meu coração a bater sem sonhar
Abraçando o travesseiro e feliz...
Pois felicidade não se ganha ou conquista, se constrói
Se acredita e se vive, mesmo sem amar!
História de vida
Durante toda minha vida ele tem me acompanhado. Ele, o medo. Na infância, na adolescência e também agora no inicio da vida adulta. Sem tréguas ou intervalos consideráveis, sua presença sempre foi marcante.
Quando eu era pequenina era mais fácil lidar com ele. Afinal, quando se é criança, não há futuro ou passado, a vida é só o presente, o agora. O medo do escuro, de tirar foto, de altura ou cão raivoso era facilmente amansado por um forte agarro na barra da saia de minha mãe.
Já na adolescência a saia perdeu o sentido. Tudo o que eu mais queria era me livrar dela e poder me agarrar às minhas próprias concepções. Nessa fase o futuro e o passado fazem já muitos danos e passam a ser grandes medos. “Qual carreira seguir?”, “Em quem confiar?”, “Namorar ou não?”. As escolhas começam e o medo de errar é de tirar o sono, entretanto as conseqüências ainda são tímidas.
Hoje perco o sono verdadeiramente. As conseqüências das minhas escolhas são sofridas por mim e isso me faz tremer de medo. O futuro, hoje bem mais pesado que o passado, faz as pernas bambearem. São grandes responsabilidades e maiores os riscos. Um erro, quando adulto, te faz crescer, porém pode ser irreparável.
Crescer. Percebo que esse verbo foi sempre acompanhado do temer. A minha história de vida, e creio que todas as histórias de vida, foram marcadas pelo medo, mais sei que esse contribuiu para o crescimento.
Não sei como será a fase idosa, mas sei que sentirei medo. Medo de morrer, de deixar quem eu amo, de ter errado demais ou de ter sentido muito medo. E ao pensar nisso, penso no fim e lembro de Drummond : “ Cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas”.
Marília Martins Ferreira - 3º período
Alguém arrisca um lance?