Ser ou não? Ser hu mano
*Bruna Farias Bernabei – 4º período
Ser, talvez seja a maior
inutilidade do ser
Ser o que sou
Dói a dor de ser
O que sou,e o que não
domingo, 25 de janeiro de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
A arte de escrever
* Náire Belarmino de Carvalho - 1º período Português/Espanhol
Escrevo apenas pelo sabor das palavras;
pela limpeza da alma.
Escrever é viajar pelo desconhecido;
é conhecer as entranhas de um ser;
brincar com sinônimos;
instigar a mente;
acordar os mortos;
redescobrir-se.
Escrevo porque amo a arte no infinitivo
a arte de amar;
de sofrer;
de chorar;
de cuidar;
de vencer;
de sentir;
de sorrir;
de ser.
Escrever é um ato eminente;
da palavra ambígua,
uma arte insólita.
* Náire Belarmino de Carvalho - 1º período Português/Espanhol
Escrevo apenas pelo sabor das palavras;
pela limpeza da alma.
Escrever é viajar pelo desconhecido;
é conhecer as entranhas de um ser;
brincar com sinônimos;
instigar a mente;
acordar os mortos;
redescobrir-se.
Escrevo porque amo a arte no infinitivo
a arte de amar;
de sofrer;
de chorar;
de cuidar;
de vencer;
de sentir;
de sorrir;
de ser.
Escrever é um ato eminente;
da palavra ambígua,
uma arte insólita.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Segredos
*Bruna Bernabei - 3º período Português/Espanhol
E numa certa noite, ela descobriu que as linhas eram seus segredos...ela entendeu também, que as cores vestiam seu manto para cobri-la de magia...que seus pensamentos eram uma casa, e neles habitavam suas mais loucas fantasias...pequenas divagações...então, um dia, ela sonhou que era anjo...e suas asas foram se abrindo, se abrindo...até tocarem o infinito...mas a meninice ainda brincava em seus olhos...
*Bruna Bernabei - 3º período Português/Espanhol
E numa certa noite, ela descobriu que as linhas eram seus segredos...ela entendeu também, que as cores vestiam seu manto para cobri-la de magia...que seus pensamentos eram uma casa, e neles habitavam suas mais loucas fantasias...pequenas divagações...então, um dia, ela sonhou que era anjo...e suas asas foram se abrindo, se abrindo...até tocarem o infinito...mas a meninice ainda brincava em seus olhos...
Movimento
*Bruna Bernabei - 3º período Português/Espanhol
E tantos olhos, tantas bocas...o que eu mais queria era ser livre... e era...
o estranhamento, a vontade..1001 quereres...
por eles, por nós...
cada passo, cada gesto... o obsceno...
1001 olhares...
olhos fechados, boca em movimento...a voz pulsava...
tudo o que eu tinha era o além...era tudo o que podiam tirar de mim...
no fim, sem chances...
insanos, insana...
meu momento, nada mais!
*Bruna Bernabei - 3º período Português/Espanhol
E tantos olhos, tantas bocas...o que eu mais queria era ser livre... e era...
o estranhamento, a vontade..1001 quereres...
por eles, por nós...
cada passo, cada gesto... o obsceno...
1001 olhares...
olhos fechados, boca em movimento...a voz pulsava...
tudo o que eu tinha era o além...era tudo o que podiam tirar de mim...
no fim, sem chances...
insanos, insana...
meu momento, nada mais!
sábado, 17 de maio de 2008
O Soldado
*Luiz Ambrósio - 2ºPeríodo Inglês
Por aquele breve momento eu simplesmente não existia.
E tudo naturalmente fazia sentido. A úmida grama estava verde, o céu azul, o vento gentilmente acariciava o meu rosto e bagunçava meu cabelo. Tudo era parte de mim e eu era parte do todo, o universo dançava perante meus olhos, e eu o acompanhava na mais sincrônica valsa que já tinha provado.
Pena que passou tão rápido.
Pena que a úmida grama não restou por muito tempo, pena que o céu logo se fechou em nuvens que formavam rostos assustadores, pena que a suave brisa se transformou em lâmina cortante que atravessava o meu corpo sem nenhum pudor.
Fui tragado de volta à realidade, entrei num redemoinho de confusão girando entre vozes e figuras, até que parei. Estou no chão, não... Estou no inferno. Meu peito queimava e o diabo, com suas garras em minhas costelas, abria caminho para fora de mim. Gritei, não há voz. O que sai de minha boca é uma quente, seca e desesperada expressão da dor, só existe a dor. Desmaiei.
Volto à consciência de pé em frente a um ensangüentado corpo caído no chão, sua face expressa terror e seus olhos uma estranha calmaria. Me aproximo e agacho ao lado do cadáver, é um soldado, mais um que encontro em meu caminho desde que cheguei com o pelotão a quase... Já nem lembro mais quanto tempo estou aqui. Fico ali olhando para aquele corpo e alguma coisa chama a minha atenção, são os seus olhos, castanhos e sem vida, olhos comuns que se vê em qualquer canto, olhos normais, muito simples, talvez já tenha os visto em algum lugar, talvez no próprio pelotão, ou na minha infância quem sabe, fico observando, aqueles olhos me parecem estranhamente familiares.
Fico perplexo com a visão, aqueles olhos... Meu Deus... Estes olhos... São meus.
Ora que ironia, quem diria que a face da Dona Morte seria a minha? Sou intruso de meu próprio funeral a céu aberto e nem os urubus vieram. Meu caixão será o fedor que envolverá meu corpo, e as velas foram acessas por fogo inimigo. Será que devo ficar até o fim do cerimonial? Quantos anos será que meu corpo resistira inteiro aqui no meio do nada? Prefiro não ser testemunha de algum animal saciando sua fome com meus restos mortais. Partirei, porém não sei pra onde. De que lado da guerra estou agora?
Saio andando em meio à paisagem desértica, seguindo meus passos que vagam quase que automaticamente, um passo após o outro vou me distanciando de mim, tento lembrar da minha morte, mas a confusão em minha mente é muito grande, não tenho noção de tempo e espaço, vou me perdendo em devaneios quando minha atenção é atiçada. Meus olhos agora etéreos visualizam a mudança de paisagem um pouco mais a frente, ela começa a apresentar alguma vegetação esparsa, algumas árvores frutíferas, um tom mais vivo e esverdeado do que aonde me encontro, em fato dois ambientes tão diferentes que parecem separados por um portal para outra dimensão.
Continuo minha romaria agora com um norte que se torna cada vez mais nítido e real, calculo que acelerando meus passos chegaria em torno de 30 minutos, meus olhos fitam o que talvez fosse o paraíso quando de repente ao longe, quase no fim de minha visão surge um ser fantasmagórico vindo em direção contraria à minha, ando em falso por um instante mas volto à jornada à medida que aquela figura vai ficando mais nítida.
Os minutos passam e com eles me vem uma estranha vertigem, aquele ser está cada vez mais claro para mim, já posso reconhecer pela vestimenta que é um soldado e para a minha surpresa, do meu próprio pelotão. Talvez também tivesse se perdido como eu, e talvez quando chegar à ele possa soprar-lhe no ouvido que rumas para a direção errada, que se continuar encontrará a morte certa nas mãos de meu próprio algoz.
Já estou quase correndo, a idéia de encontrar lugar melhor e esclarecer o companheiro me anima quase que vivazmente, correria mais rápido se não fosse a vertigem que agora se mistura com uma tontura, me deixa esfumaçados os pensamentos e meio sem noção de onde estou, luto para não perder a consciência...
Já nem me lembro a quanto tempo me perdi do pelotão, e estou à andar por entre estas árvores sem direção nenhuma. A imagem de um cálido deserto que se surge a minha frente me assusta e me dá a sensação de que estou cada vez mais perdido. Andando em meio à vertigem me surpreendo com algo lá na frente, talvez um vulto, um sinal de vida. Seria amigo? Talvez já esteja vendo coisas. Continuarei andando até achar o caminho, porém minhas pernas estão mais fracas e quase tremendo, sinto um calafrio subir a minha espinha como uma lagartixa correndo em uma parede fria e lisa, sinto medo... Mas medo de que? Estou armado e sou treinado. Não consigo, é como se uma parede invisível se construísse na minha frente me impedindo os movimentos. Um estranho medo da morte me assombra o ser, me sinto observado, um sombrio pressentimento me faz retornar pelo mesmo caminho e dar as costas ao deserto.
E tudo naturalmente fazia sentido. A úmida grama estava verde, o céu azul, o vento gentilmente acariciava o meu rosto e bagunçava meu cabelo. Tudo era parte de mim e eu era parte do todo, o universo dançava perante meus olhos, e eu o acompanhava na mais sincrônica valsa que já tinha provado.
Pena que passou tão rápido.
Pena que a úmida grama não restou por muito tempo, pena que o céu logo se fechou em nuvens que formavam rostos assustadores, pena que a suave brisa se transformou em lâmina cortante que atravessava o meu corpo sem nenhum pudor.
Fui tragado de volta à realidade, entrei num redemoinho de confusão girando entre vozes e figuras, até que parei. Estou no chão, não... Estou no inferno. Meu peito queimava e o diabo, com suas garras em minhas costelas, abria caminho para fora de mim. Gritei, não há voz. O que sai de minha boca é uma quente, seca e desesperada expressão da dor, só existe a dor. Desmaiei.
Volto à consciência de pé em frente a um ensangüentado corpo caído no chão, sua face expressa terror e seus olhos uma estranha calmaria. Me aproximo e agacho ao lado do cadáver, é um soldado, mais um que encontro em meu caminho desde que cheguei com o pelotão a quase... Já nem lembro mais quanto tempo estou aqui. Fico ali olhando para aquele corpo e alguma coisa chama a minha atenção, são os seus olhos, castanhos e sem vida, olhos comuns que se vê em qualquer canto, olhos normais, muito simples, talvez já tenha os visto em algum lugar, talvez no próprio pelotão, ou na minha infância quem sabe, fico observando, aqueles olhos me parecem estranhamente familiares.
Fico perplexo com a visão, aqueles olhos... Meu Deus... Estes olhos... São meus.
Ora que ironia, quem diria que a face da Dona Morte seria a minha? Sou intruso de meu próprio funeral a céu aberto e nem os urubus vieram. Meu caixão será o fedor que envolverá meu corpo, e as velas foram acessas por fogo inimigo. Será que devo ficar até o fim do cerimonial? Quantos anos será que meu corpo resistira inteiro aqui no meio do nada? Prefiro não ser testemunha de algum animal saciando sua fome com meus restos mortais. Partirei, porém não sei pra onde. De que lado da guerra estou agora?
Saio andando em meio à paisagem desértica, seguindo meus passos que vagam quase que automaticamente, um passo após o outro vou me distanciando de mim, tento lembrar da minha morte, mas a confusão em minha mente é muito grande, não tenho noção de tempo e espaço, vou me perdendo em devaneios quando minha atenção é atiçada. Meus olhos agora etéreos visualizam a mudança de paisagem um pouco mais a frente, ela começa a apresentar alguma vegetação esparsa, algumas árvores frutíferas, um tom mais vivo e esverdeado do que aonde me encontro, em fato dois ambientes tão diferentes que parecem separados por um portal para outra dimensão.
Continuo minha romaria agora com um norte que se torna cada vez mais nítido e real, calculo que acelerando meus passos chegaria em torno de 30 minutos, meus olhos fitam o que talvez fosse o paraíso quando de repente ao longe, quase no fim de minha visão surge um ser fantasmagórico vindo em direção contraria à minha, ando em falso por um instante mas volto à jornada à medida que aquela figura vai ficando mais nítida.
Os minutos passam e com eles me vem uma estranha vertigem, aquele ser está cada vez mais claro para mim, já posso reconhecer pela vestimenta que é um soldado e para a minha surpresa, do meu próprio pelotão. Talvez também tivesse se perdido como eu, e talvez quando chegar à ele possa soprar-lhe no ouvido que rumas para a direção errada, que se continuar encontrará a morte certa nas mãos de meu próprio algoz.
Já estou quase correndo, a idéia de encontrar lugar melhor e esclarecer o companheiro me anima quase que vivazmente, correria mais rápido se não fosse a vertigem que agora se mistura com uma tontura, me deixa esfumaçados os pensamentos e meio sem noção de onde estou, luto para não perder a consciência...
Já nem me lembro a quanto tempo me perdi do pelotão, e estou à andar por entre estas árvores sem direção nenhuma. A imagem de um cálido deserto que se surge a minha frente me assusta e me dá a sensação de que estou cada vez mais perdido. Andando em meio à vertigem me surpreendo com algo lá na frente, talvez um vulto, um sinal de vida. Seria amigo? Talvez já esteja vendo coisas. Continuarei andando até achar o caminho, porém minhas pernas estão mais fracas e quase tremendo, sinto um calafrio subir a minha espinha como uma lagartixa correndo em uma parede fria e lisa, sinto medo... Mas medo de que? Estou armado e sou treinado. Não consigo, é como se uma parede invisível se construísse na minha frente me impedindo os movimentos. Um estranho medo da morte me assombra o ser, me sinto observado, um sombrio pressentimento me faz retornar pelo mesmo caminho e dar as costas ao deserto.
domingo, 13 de abril de 2008
Banalidade
*Bruna Bernabei - 2º período Português/Espanhol
-Conte-me algo.
-Sobre?
-Você.
-Eu?
-Coff coff...Sim...
-Chiclé?
-Obrigado.
-Me ama?
-Cigarro?
-Obrigada.
-Sim.
-O quê?
-Amo.
-Muito?
-Garçom, mais uma por favor!
-Sabe?
-Hein?
-Também te amo!
-Por quê?
-À toa...
-Você gosta?
-De quê?
-De amar...
-Sempre!
-Eu te amo!
-Me beija!
Bocas entrelaçadas...
-Qual é mesmo seu nome?
*Bruna Bernabei - 2º período Português/Espanhol
-Conte-me algo.
-Sobre?
-Você.
-Eu?
-Coff coff...Sim...
-Chiclé?
-Obrigado.
-Me ama?
-Cigarro?
-Obrigada.
-Sim.
-O quê?
-Amo.
-Muito?
-Garçom, mais uma por favor!
-Sabe?
-Hein?
-Também te amo!
-Por quê?
-À toa...
-Você gosta?
-De quê?
-De amar...
-Sempre!
-Eu te amo!
-Me beija!
Bocas entrelaçadas...
-Qual é mesmo seu nome?
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